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Publicado em: 08/08/2017

Esporte é a melhor arma para combater a obesidade de crianças e adolescentes

Cardiologista faz alerta e diz que para que o problema não piore na vida adulta é preciso tomar atitudes desde cedo, sendo exemplo de hábitos saudáveis em casa e na escola.

Esporte é a melhor arma para combater a obesidade de crianças e adolescentes

Voltamos ao tema criança e adolescente e a crescente obesidade detectada na população jovem brasileira. Os dados do IBGE e o recente posicionamento da Sociedade Brasileira de Pediatria mostram um retrato grave de obesidade moderada para severa, que irá evoluir no adulto, podendo se tornar obesidade mórbida.

Nos EUA a situação é bem pior, e centros médicos multiprofissionais estão sendo criados para tratar essa condição especialmente nos jovens. De nossa parte, como cardiologista e médico do esporte, entendemos que a verdadeira luta deve começar em casa, nos hábitos de vida dos pais que devem se manter em uma vida saudável, no mínimo com esportes e alimentação equilibrada.

As doenças degenerativas começam já nessa faixa de idade, como a hipertensão arterial e aterosclerose, detectadas nas crianças de hábitos de vida errados. A disseminada vida informatizada dificilmente será mudada, então devemos colocar regras para seu uso, além de obrigatoriamente incluir o gosto pelo esporte, procurando tornar essa atividade física algo lúdico e prazeiroso já nessa garotada

A informação e recomendação do pediatra sobre o estado de saúde é fundamental, e se existirem dúvidas cardiovasculares para a prática esportiva, procure o médico especialista. Nada de “coach” ou terapeutas sem formação universitária ou palpiteiros. Entre as centenas de jovens que avaliamos há anos no Dante Pazzanese e no HCor de São Paulo, encontramos problemas benignos na maioria e alguns nem tanto, que necessitaram de tratamentos e até afastamentos. Essa quantidade atingiu o total de 21% entre garotos de 07 e 14 anos de idade.

A obesidade infantil não tem geração espontânea, se não houver alguma doença clínica, como etiologia, procurem avaliar os hábitos de vida. Na primeira infância a alimentação oferecida pelos pais deve ser rígida e bem definida seguindo todas as recomendações do pediatra, como a de restringir os doces e açúcares até mais ou menos os dois anos, os terríveis mas saborosos refrigerantes sempre que possível (isotônicos, nunca, pois como está no rótulo, são proibidos para crianças), mantendo uma vida equilibrada.

Esportes ou outras atividades físicas devem ser sempre estimulados, sendo lógico que os pais deem o exemplo mais importante. Se não há esse espelho para a criança na família perde-se a motivação. Na escola, um fato negativo ainda é frequente. Os horários das aulas de educação física não são os mais estimulantes, entre outras dificuldades que precisam ser superadas.

O contraditório é que nos EUA, onde o esporte em todos os níveis é valorizado de modo intenso, a alimentação é totalmente descuidada pela família, por isso o problema obesidade é uma epidemia grave.

A combinação de alimentação saudável e esporte é a única para o sucesso da luta contra a obesidade infanto-juvenil, que caminhará para adultos obesos. Nada de medicações. O caminho, que não é segredo insisto, começa em casa.

Em muitos países discute-se se fazer a cirurgia de obesidade mórbida em jovens muito obesos e virou uma polêmica enorme sobre os perigos dessa intervenção num adolescente.

Ponha seu (s) filho (s) para “correr”! Uma boa decisão que trará vida longa e qualificada no futuro.

  • Fonte: Eu Atleta
  • Por: Nabil Ghorayeb
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