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Publicado em: 20/05/2013

Os BCAAs são anti-catabólicos

Acredita-se que os BCAAs inibem a degradação do tecido muscular e parece que isso não é apenas uma ideia retirada da imaginação dos fabricantes de suplementos.

Os BCAAs são anti-catabólicos

Os atletas de musculação têm utilizado os BCAAs durante os seus treinos há décadas.

Cientistas de desporto do Laboratório de Astrand na Suécia estão prestes a publicar os resultados de um estudo que confirma isso no American Journal of Physiology – Endocrinology and Metabolism.

Tal como o próprio nome sugere, os BCAAs, são aminoácidos com uma cadeia lateral ramificada. A cadeia ramificada faz o trabalho das enzimas nas células musculares, convertendo os aminoácidos em energia durante o esforço intenso de forma mais fácil.

É por isso que durante uma sessão de treino intenso as células musculares convertem facilmente os BCAAs em energia, e é por isso que os atletas gostam de suplementos BCAAs.

Quanto mais BCAAs tiverem nos seus músculos, mais lentamente as células musculares irão degradar fibra muscular. O estímulo anabólico provocado pelo seu treino permanece o mesmo, mas por sofrer menos degradação muscular, você aumenta as probabilidades de desenvolver mais massa muscular.

Na verdade, a história não acaba aqui, já que os BCAAs também têm outros efeitos. A leucina é um estimulante anabólico para as células musculares, a leucina e a isoleucina estimulam a queima de gordura nas células musculares, e a isoleucina estimula a absorção de glicose pelas células musculares. Mas a ênfase neste novo estudo sueco é sobre o efeito anti-catabólico dos BCAAs.

Os investigadores realizaram uma experiência com sete voluntários saudáveis que não faziam musculação de forma habitual. Os investigadores colocaram-nos a treinar pernas, mais especificamente Leg Press. Depois de um aquecimento, eles fizeram 4 séries de 10 repetições a 89 por cento da sua 1RM, seguido por 4 séries de 15 repetições a 65 por cento da sua 1RM.

Os indivíduos do teste exercitaram uma perna e descansaram a outra.

Numa ocasião os indivíduos ingeriram uma bebida desportiva que não continha ingredientes ativos; noutra foi-lhes administrada uma bebida que continha BCAAs.

Se quiser saber a composição exata: os BCAAs eram constituídos por 45 por cento de leucina, 30 por cento de valina e 25 por cento de isoleucina. Eles usaram produtos da marca Ajinomoto do Japão.

Os voluntários beberam um pouco antes e durante o treino, 150 ml da bebida desportiva. Logo após, 15 e 45 minutos após o treino mais 150 ml. No total, os indivíduos consumiram 900 ml da bebida desportiva. Eles consumiram 85 mg de BCAAs por kg de peso, o que equivale a 6,8 gramas de BCAAs. Não é uma dose extrema.

A suplementação aumentou a concentração de BCAAs nos músculos e sangue e ativou os clássicos sinalizadores moleculares nas células musculares, mTOR e p70S6K.

Até aqui nada de novo. A novidade é que os BCAAs reduziram a concentração da proteína catabólica MAFbx inibindo o aumento da catabólica MuRF-1 como resultado do treino. A MAFbx e MuRF-1 são ubiquitinas. Elas ligam-se às proteínas do músculo e depois atraem um destruidor molecular – a proteassoma – para as proteínas musculares que irão ser degradadas.

Os suecos concluíram:

Estas observações, juntamente com o aumento da fosforilação da p70S6K e atenuação da expressão da MAFbx e proteína total de MuRF-1 induzida pelos BCAAs, oferecem apoio adicional para a visão de que os BCAAs têm um efeito anabólico no músculo esquelético humano, um efeito que parece ser semelhante tanto nos músculos em repouso como nos músculos exercitados .

Os investigadores não foram financiados pela indústria de suplementos, mas sim pelo Centro Nacional Sueco de Investigação de Desporto, da Escola Sueca de Desporto e Ciências da Saúde e do Karolinska Institutet.
 

  • Fonte: Global Fitness
  • Por: Fernando Ribeiro
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