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Publicado em: 09/05/2017

A intensidade em atividades como CrossFit e HIIT é livre para todos?

Só após uma avaliação completa do aparelho cardiovascular, do sistema ortopédico e das doenças preexistentes é que se deve iniciar o treino dessas modalidades, diz médico.

A intensidade em atividades como CrossFit e HIIT é livre para todos?

O conhecimento profundo dos efeitos para a saúde de uma atividade física tem sido o foco dos estudos mais recentes, detalhados e validados de vários centros médicos especializados em fisiologia, prevenção e tratamentos cardiovasculares. As modificações que ocorrem no metabolismo e no biótipo de um indivíduo que treina regularmente depende do tipo de exercício (de resistência: correr, pedalar e nadar ou de força: musculação, luta e etc).

O aparelho cardiovascular, principalmente o coração, tem adaptações que surpreendem por serem parecidas com as das doenças cardíacas. A mais precoce modificação surge depois de 60 dias de treinos regulares diários de no mínimo 60 a 90 minutos por vez, de alta intensidade, a bradicardia (batimentos cardíacos em repouso abaixo de 60 por minuto).

Outras adaptações do ritmo cardíaco como bloqueios e hipertrofia cardíaca precisam de mais tempo de treinamento. Nada disso é doença cardíaca, mas para ter esse diagnóstico são necessários vários exames específicos, para ter a certeza científica. Recentes publicações e congressos internacionais alertam para que o exame de um atleta seja feito por quem conhece as modificações próprias dos atletas.

Sobre novas modalidades de treinamento físico para a população, como o crossfit, um consenso entre os médicos do esporte, ortopedistas e cardiologistas é que só após uma avaliação completa do aparelho cardiovascular, do sistema ortopédico e das doenças preexistentes  é que se deveria iniciar o treino dessa modalidade.

Nas Forças Armadas dos Estados Unidos, onde se utilizam treinamentos parecidos, é obrigatória a avaliação médica detalhada. Outra modalidade comum, o HITT (treino intervalado de alta intensidade) já foi visto em pesquisas cardiológicas. Elas concluíram que o método poder ser útil para determinados cardiopatas, depois de liberado pelo seu médico, utilizando uma forma adaptada e mais branda.

As modificações conhecidas como efeito anti-inflamatório do exercício físico regular ocorrem na camada mais interna das artérias, o endotélio, e são impressionantes, chegando durar em média 36 a 48 horas após o treino. Por isso a recomendação de fazer exercícios de três a quatro dias por semana, não mais do que isso. Qual o melhor exercício? O médico sempre deve orientar o profissional de educação física ou fisioterapeuta, para quais as limitações clínicas existentes no cliente/paciente. E assim o resultado dessa parceria será benéfico nos resultados almejados: a maior longevidade e melhor qualidade de vida.

  • Fonte: Eu Atleta
  • Por: Nabil Ghorayeb
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