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Publicado em: 11/04/2017

Esfriou? Treino de bike indoor é opção segura para não deixar o pedal de lado

Rolos e bicicletas capazes de medir a potência que cada atleta consegue atingir garantem atividade prática e eficiente longe das adversidades das ruas.

Esfriou? Treino de bike indoor é opção segura para não deixar o pedal de lado

O inverno chegou com tudo em grande parte do Brasil. O Rio de Janeiro, por exemplo, tem amanhecido com temperaturas na casa dos 15°C, no máximo. Mas isso não precisa ser um problema para os amantes do pedal. Quem não quer encarar o frio da madrugada nas ruas tem nos estúdios de bike indoor uma solução prática e eficiente, que tem atraído também aqueles que se sentem mais protegidos em ambientes fechados, apesar de estarem em uma cidade com a maior malha cicloviária da América Latina, alguns bons percursos de montanha, mas trânsito pesado e problemas de segurança.

É um momento em que conseguimos nos concentrar, sem problemas de rua, carros, curvas, descidas, subidas. Aqui você faz tudo isso e está seguro - afirmou o analista de sistemas Renato Gaui Filho.

- Ainda mais nesse frio! Tem sido uma opção excelente para manter a forma - completou Adriana Filipetto, engenheira e advogada, que pedala há quatro anos, assim como Renato.

E foi para resolver uma questão própria que o economista Rafael Marques montou com o sócio e professor de educação física Fábio Oliveira um estúdio na Zona Sul do Rio que tem as bicicletas de potência como carro-chefe e fica cheio desde as primeiras horas da manhã. A história dele começou em 2010, quando se preparava para disputar o Ironman Florianópolis. Quase no fim do primeiro treino na estrada, um caminhão o atingiu em cheio. Foram três meses de internação, uma semana de UTI, 60% da visão perdida, 15 fraturas pelo corpo, enxertos, uma haste na perna direita e um trauma. Mesmo tendo conseguido retomar suas atividades e agora com uma das mais tradicionais competições de triatlo no currículo, Rafael nunca mais voltou para a estrada. Mesmo quando treina na área delimitada do Aterro do Flamengo, a bike vai na mala do carro.

Como ele, outros ciclistas não querem abandonar o esporte e encontram no ambiente climatizado, com música rolando, treino individualizado e bom papo o conforto que precisavam. Mas o principal atrativo dos estúdios talvez seja a tecnologia das bicicletas, que são capazes de medir a potência máxima, média e mínima de cada um. Isso é feito em cima do tamanho, peso e idade do indivíduo para saber o esforço e a frequência cardíaca que ele consegue aguentar num período de 60 minutos. As bicicletas ainda têm luzes que mudam de cor de acordo a potência atingida. Assim, é possível saber se você está no ideal, muito abaixo ou muito acima, acompanhando as cores, que podem ser branca (até 55%), azul (56-75%), verde (de 76-90%), amarela (91-105%) ou vermelha (106-até o máximo).

Existem também medidores para bikes de rua, mas eles são caros e não é todo mundo que tem acesso. Já no estúdio, o que define o preço que a pessoa vai pagar é o seu programa de treinos, a frequência e os objetivos individuais.

- O aluno vem, faz um teste linear, e a partir de todos os dados que tiramos, jogamos no aplicativo, e ele te dá as fases, volume, intensidade... Aí você consegue ver quando o aluno pode forçar um pouco mais, precisa descansar mais, o quanto ele melhorou. Isso facilita para ver o progresso do aluno mais facilmente. Você otimiza o treino do seu atleta. O básico da bicicleta é trabalhar com potência, e ela te dá uma série de números e estatísticas para que você possa acompanhar com mais facilidade - explicou Fábio, que é formado em educação física, fez mestrado fora do país e se especializou em ciclismo.

Além das bicicletas de potência, a sala de Rafael e Fábio também tem o rolo como outro atrativo. Equipamento que pode “prender” a “magrela” do próprio aluno para que ele simule passeios ao ar livre. Mas o mais legal é a realidade virtual que funciona junto com o rolo. Na verdade, o programa é um videogame de bicicleta, onde o atleta se vê na tela da TV enquanto pedala para comparar seu desempenho com ciclistas em qualquer lugar do mundo, com direito a ultrapassagens. É um meio divertido e interessante de estar na rua, estando, de fato, entre quatro paredes.

Outro equipamento que em breve estará à disposição dos ciclistas é um outro rolo, que é uma espécie de esteira para bicicletas, com segurança nas laterais e pode simular inclinação.

E para usufruir de toda essa “tecnologia indoor”, não é preciso ser nenhum Lance Armstrong. Segundo o treinador Fábio Oliveira, as noções que são passadas logo nos primeiros treinos indoor, deixarão o candidato a ciclista mais preparado para encarar as ruas.

-  Se você nunca pedalou, vai se deparar com um monte de números e talvez ache um pouco demais. Mas aos poucos vai pegando. A pessoa que nunca pedalou vai aprender muito aqui dentro. E se por acaso ela for para a rua, já vai ter muito conhecimento do que é uma bicicleta. Vai saber coisas básicas, botar e tirar sapatilha, regras de segurança. Isso tudo a gente consegue ensinar um pouquinho aqui dentro. E a pessoa não vai chegar tão crua na rua, até por questão de segurança, não cair, se machucar - explicou.

E a sua cidade? Como é? Tem ciclovias? É segura? E o clima, está muito frio? Enfim, independentemente desses fatores, não há mais desculpas para não treinar. Indoor ou outdoor, suba numa bike e pedale. Sua saúde agradece.

  • Fonte: Eu Atleta
  • Por: Renata Domingues
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