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Publicado em: 23/02/2017

Estudo mostra que células de gordura afetam órgãos distantes e as funções

Uma nova via de comunicação indica que as células do tecido adiposo desempenham um papel muito maior na regulação do metabolismo do que se pensava anteriormente.

Estudo mostra que células de gordura afetam órgãos distantes e as funções

Um estudo divulgado recentemente pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, indica que as células do tecido adiposo possuem a propriedade de se comunicar com outros órgãos mais distantes no corpo. Isso é feito através do envio de pequenas moléculas que controlam a atividade dos genes em outras partes do corpo.

Essa nova via de comunicação indica que talvez as células de gordura desempenhem um papel muito maior na regulação do metabolismo do que se pensava anteriormente. Também pode significar avanços em tratamentos para doenças como diabetes e obesidade. Há muito tempo os cientistas sabem que a gordura está associada a diversos processos de doença, mas eles não compreendiam completamente como o tecido gorduroso é capaz de afetar órgãos distantes e suas funções.

Agora já se começa a entender um pouco mais como isso ocorre. Durante o estudo, destacaram-se moléculas conhecidas como microRNAs. São pequenos RNAs (ácido ribonucleico), ou seja, pequenos fragmentos de material genético, que são capazes de regular a atividade de diversos genes no genoma humano.

Essas moléculas ajudam a controlar a expressão de genes e como consequência a produção de proteínas em todo o corpo. A grande novidade desse estudo foi demonstrar que eles são capazes de "viajar" através de vesículas transportadoras (exossomos) pela corrente sanguínea, influenciando outros locais mesmo distantes. Os altos níveis de alguns microRNAs parecem estar associados ao desenvolvimento de obesidade, câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.

Para entender como os microRNAs funcionam na gordura, uma equipe de pesquisadores liderada por Thomas Thomou, pesquisador de diabetes no Joslin Diabetes Center e Harvard Medical School, em Boston, estudou uma linhagem geneticamente modificada de camundongos em que as células de gordura não tinham uma enzima de processamento de micrornas.

Estes animais tinham menos tecido adiposo, e eles não processavam a glicose tão eficazmente quanto os animais sem a modificação. Identificaram também que a maioria dessas moléculas circulantes na corrente sanguínea eram originadas no tecido adiposo. Assim, os microRNAs parecem ser moléculas fundamentais para o controle do metabolismo.

  • Fonte: Eu Atleta
  • Por: Lia Kubelka Back
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